Home Data de criação : 09/08/25 Última atualização : 14/07/25 01:06 / 80 Artigos publicados

E POR FALAR EM MORALIDADE...  escrito em quinta 24 julho 2014 20:06

Blog de cayman :CAYMAN NEWS, E POR FALAR EM MORALIDADE...

Quando a operação lesa-pátria veio à tona dona Dilma Rousseff, em nota oficial da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, confessou o crime. A presidente Dilma Rousseff afirmou que aprovou a compra da refinaria de Pasadena pela Petrobrás com base no parecer da diretoria internacional da empresa que se revelou "técnica e juridicamente falho". Segundo a nota "a autorização para a compra dos primeiros 50% havia sido feita com base em informações incompletas". Que diabo de presidente de Conselho é esta que aprova uma compra desse calibre sabendo, de antemão, que o parecer de Nestor Cerveró era “técnica e juridicamente falho”? E os demais conselheiros? Dona Maria da Graça Foster, presidente da Petrobrás, foi depor no Congresso Nacional. Uma vez afirmou que a compra do trambolho da refinaria foi um bom negócio, outra vez disse o contrário. Que executiva mais relaxada e incompetente. Jorge Gerdau, o homem do aço, afirmou na época que o Conselho fora contra a aquisição da refinaria de Pasadena. O Estatuto da Petrobras determina que as decisões sejam tomadas pelo Conselho com base em parecer jurídico completo e não somente em resumos técnicos. No dia 23 do corrente mês, o procurador-geral da República Rodrigo Janot determinou o arquivamento de representação apresentada por congressistas (Randolph Rorigues, PSOL-AP; Cristovam Buarque, PDT-DF; Ana Amélia, PP-RS; Jarbas Vasconcelos; PMDB-PE; Pedro Taques, PDT-MT; Pedro Simon, PMDB-RS; Rodrigo Rollemberg, PSB-DF e do deputado federal Ivan Valente, PSOL-SP) solicitando que fossem apuradas “supostas” irregularidades praticadas pelo Conselho de Administração da Petrobrás presidido pela senhora Rousseff, então ministra da Casa Civil. Para Janot os documentos apresentados pela Presidência da República "afastam a acusação de conduta dolosa ou culposa que possa ser atribuída ao Conselho de Administração da Petrobras de ter dado causa aos prejuízos advindos da referida operação, sendo desnecessário o prosseguimento da instrução". Então esse tal Conselho é uma prova irrefutável de constituir-se mais uma sinecura desta emporcalhada República. Para que existe? A senhora Rousseff já admitiu o crime publicamente através de sua Secretaria de Comunicação. Nota oficial não vale? Sua confissão é suficiente para afastá-la da presidência da República e abrir processo de impeachment. Mas o que esperar dos canalhas empoleirados nos três poderes? Decência, honestidade, moralidade são motivo de galhofas para petistas e adjacências. Nos governos petistas vale tudo: corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, superfaturamento, falsidade ideológica, prevaricação, peculato e mais o que se queira praticar, desde que seja ilegal, imoral ou crime. Lula foi poupado no Mensalão. Agora é a vez de Dilma ser poupada. Janot não é lagoa, mas refrescou o traseiro de todo Conselho. O procurador-geral concluiu que as “instâncias ordinárias” é que deverão apurar “eventuais prejuízos”. Ora essa!

 

O TCU (Tribunal de Contas da União) colocou em indisponibilidade os bens de onze executivos da Petrobrás, inclusive o “digníssimo” José Sergio Gabrielli devido ao prejuízo à estatal da bagatela de US$ 792,3 milhões com a aquisição da refinaria. Mesmo que o procurador-geral da República Rodrigo Janot não tenha percebido a pratica de qualquer irregularidade ou crime na atuação do Conselho. Notinha para o Janot: omissão, descuido, negligência e falta de zelo pelo que é público é crime.  Ao mesmo tempo o TCU fez-se lagoa também excluindo a senhora Rousseff por unanimidade e os demais conselheiros, entre eles o corruptíssimo Antônio Palocci e Jaques Wagner, atual governador da Bahia. De acordo com a Ata 1.268, de 3 de fevereiro de 2006, no item cinco, mostra a posição unânime do conselho mesmo já havendo, à época, questionamentos sobre a refinaria, considerada obsoleta (construída em 1934). Alguém da quadrilha está mentindo. No início da lambança Jorge Gerdau declarou que o Conselho foi contra a aquisição. Agora o TCU alega que o mesmo Conselho foi unanimemente a favor da aquisição. Em abril deste ano José Sérgio Gabrielli dizia, textualmente: “Eu sou responsável. Eu era o presidente da empresa. Não posso fugir da minha responsabilidade, do mesmo jeito que a presidente Dilma não pode fugir da responsabilidade dela, que era presidente do Conselho. Nós somos responsáveis pelas nossas decisões. Mas é legítimo que ela tenha dúvidas”. Gabrielli confessa o crime e aponta para Dilma Rousseff e o TCU exclui a presidente e os onze conselheiros? O relator ministro José Jorge aceitou a confissão de dona Dilma e demais conselheiros de que aprovaram a negociata mediante um parecer “técnica e juridicamente falho” como argumento para livrar suas caras. O ministro substituto André Luiz de Carvalho questionou a retirada dos integrantes do Conselho como responsáveis, mas refrescou dona Dilma. Disse Carvalho: “sou pela inclusão do conselho de administração no rol. Ao longo de toda a leitura do seu voto (de José Jorge, relator), consultei a lei 6.404, das Sociedades Anônimas, e se diz na lei que compete ao Conselho de Administração eleger e fiscalizar a atuação diretores. Então, o fato de não ter acesso a uma informação permite excluir a responsabilidade criminal, mas na questão civil não é afastado”. O traquinas do diretor Nestor Cerveró sacaneou todos ao esconder as clausulas Merlim e Put Option. Porque diante de um negócio de tal magnitude dona Dilma e os conselheiros não solicitaram mais informações? Estavam disponíveis. Mas para não dizer que tudo está perdido o ministro José Jorge assegurou que dona Dilma e seus conselheiros amestrados ainda podem ser responsabilizados no futuro. Provavelmente no dia seguinte ao Juízo Final. O TCU, pelo menos por enquanto, reclamou as cabeças dos ex-diretores. Além de responsáveis pela roubalheira ainda serviram de bode expiatório para salvar a presidente da República.

 

Uma decisão envolvendo centenas de milhares de dólares foi aprovada com base num “resumo executivo” apresentado por Nestor Cerveró, então da diretoria internacional. Quanta ingenuidade! Dona Dilma só se colocou contra a compra dos outros 50% da refinaria, mas ai a vaca já fora para o brejo. Havia as clausulas Marlim (Pasadena teria que garantir 6,9% de rentabilidade mínima a um dos sócios, Astra Oil, independentemente dos resultados) e Put Option (dá direito a um acionista de alienar sua participação acionária a outro acionista signatário do acordo, que, por sua vez, é obrigado a adquiri-la), esta última é uma clausula adotada costumeiramente em aquisições de grandes empresas.  Mas dona Dilma afirmou que “não sabia” destas clausulas, bordão preferido do fabricante de postes Lula da Silva. A Astra Oil recorreu a justiça americana. Causa ganha. Estava no contrato. A Petrobrás pagou cerca US$ 1,25 bilhão por uma porcaria de refinaria adquirida pela Astra por US$ 42,5 milhões em 2005. Isto é mais que um negócio da China. É um negócio de Brasília. Incompetente, inapta e irresponsável. É o mais elegante que tenho para dizer no momento de dona Dilma Rousseff.

 

Enquanto isso a Justiça Federal mandou intimar o candidato à presidência da República Eduardo Campos e o ex-ministro da Integração Nacional Fernando Bezerra para depor no processo sobre lavagem de dinheiro desviado das obras da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Ambos arrolados como testemunhas da defesa de Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás, que ora se encontra preso por conta de seus “malfeitos” na Petrobrás. Eduardo Campos quando seu avô Miguel Arraes foi governador foi nomeado secretário de Fazenda do bom e velho estado de Pernambuco sendo acusado de forjar documentos para a emissão de títulos. Como é de se esperar em 2003 foi inocentado de falsidade ideológica e crime contra o Sistema Financeiro Nacional. Pronto. Virou ministro da Ciência e Tecnologia no governo do sapo barbudo (royalties para Leonel Brizola). Quando Paulo Roberto Costa o arrolou com testemunha de defesa a assessoria de Eduardo Campos emitiu nota, textualmente: “Acreditamos que quem está mais capacitado para falar da atuação de Paulo Roberto Costa na Petrobrás são as pessoas que o nomearam e o mantiveram no cargo.” Não é preciso dizer mais nada. Eduardo Campos salta de banda e aponta para o governo petista que até pouco tempo atrás era seu aliado e cúmplice. Quanto a Fernando Bezerra Coelho nomeou o tio Oswaldo, também Coelho, como membro do comitê técnico-consultivo para o desenvolvimento da agricultura irrigada (êta nome bonito!), criado por uma portaria do ministério. A patifaria é tão escancarada que chegam a criar comitês, conselhos, departamentos e mictórios para abrigar parentes e aderentes. O jornal a Folha de São Paulo chegou a noticiar que o ministro comprou por duas vezes o mesmo terreno quando era prefeito de Petrolina utilizando-se, é claro, de verba pública. Clementino Coelho, irmão do ministro, perdeu a presidência da Condevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba), uma boca e tanto. Mas, como prêmio de consolação ficou como diretor de Desenvolvimento Integrado e Infraestrutura. O maninho do ministro permaneceu quase um ano como presidente interino gozando de todas as regalias políticas do cargo contrariando um decreto presidencial que proíbe a nomeação de familiar de ministro. A CGU entendeu que o decreto não fora atacado, posto que Clementino ocupasse a interinidade antes da nomeação do irmão. Bem se a regra vale para Chico também vale para Francisco. A deputada Jaqueline Roriz (pimpolha do corruptíssimo Joaquim Roriz) flagrada em vídeo recebendo propina exibido em todas as emissoras de televisão do Brasil e do Universo alegou que o fato se deu antes de ser deputada federal. O blindadíssimo ex-ministro Fernando Pimentel, companheiro de armas da guerrilheira de meia pataca furada, ganhou milhões com “consultorias” antes de ser nomeado ministro, inclusive de empresas públicas para realizar palestras que jamais foram proferidas. Tais “malfeitos” (royalties para Dilma Rousseff) foram cometidos antes de assumirem seus cargos. Krocodilus informa: Aviso aos navegantes: caso aspire entrar para a política cometam seus crimes antes de ser eleito ou ser nomeado assim estarão com a impunidade assegurada. Esses dois sujeitos que testemunharão na defesa de Paulo Roberto Costa? Égua! A Justiça quer saber por que a Refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco, inicialmente orçada em US$ 3 bilhões já consumiu cerca de US$ 20 bilhões e ainda não está pronta. Afianço a Justiça Federal que no meu bolso ou na minha conta bancária não estão.

 

Para concluir o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República Gilberto Carvalho, O Espião Que Veio Do Nada e também moleque de recados entre o governo e os ditos “movimentos sociais” afirmou que o governo (sic) irá enfrentar “até o fim” a oposição que se levanta contra a aberração também conhecida por Decreto-Lei 8.243/14 que institui o Programa Nacional de Participação Social que cria “conselhos” populares constituídos à imagem e semelhança do Partido dos Trabalhadores, Foro de São Paulo e Penduricalhos. Esta estrovenga solapa do cidadão o direito de livre escolha de seus representantes garantido na Constituição Federal que, por sinal, só representam seus interesses e de associados e usurpa prerrogativas do Congresso Nacional. Este decreto criará um Estado paralelo. Não é inédito entre os países que experimentaram ou ainda vivenciam o regime comunista. É parte da estratégia da esquerda utilizar estes artifícios para atender suas premissas. Na prática já estamos num regime de partido único. A oposição é inexistente. O PSDB e penduricalhos são a direita da esquerda. A direita que todo esquerdista aprecia, venera e alimenta. A esquerda vem trabalhando há décadas para chegar ao poder e mantê-lo indefinidamente controlando 100% a política e a economia. O X-9 do Lula no Palácio do Planalto arrematou com a bravata "nós não recuaremos, não retiraremos o decreto, vamos até o fim. Se houver derrota, quem pagará pelo preço são aqueles que se colocam contra essa participação." Gilberto Carvalho sabe que sairão ganhando em qualquer um dos desfechos. Permanecendo o decreto recolherão os louros apregoando aos quatro ventos que o PT incluiu as minorias como participantes das politicas públicas e toda essa baboseira. Caso o decreto seja revogado também apregoarão aos quatro ventos que a “oposição” elitista, capitalista (como se comunista vivesse sem o capitalismo) não permitiu o acesso das minorias nas decisões do governo. De qualquer maneira o idiota da esquina irá acreditar e impregnar-se até a alma do discurso da esquerda repudiando, rejeitando e denunciando qualquer um que não esteja contaminado pela esquerda.  Na semana passada, a obstrução do PT impediu que a Câmara votasse o projeto que suspende os efeitos do decreto. Para Gilberto Carvalho a aberração 8.243 é um “decreto tímido”. Ora, vá catar coquinhos, seu pulha. Vejam a “timidez”:  Artigo 2º do Decreto considera como sociedade civil “o cidadão, os coletivos, os movimentos sociais institucionalizados ou não institucionalizados, suas redes e suas organizações”. Em outras palavras: o PT & Quadrilheiros Associados no controle.

 

Todos os governos após a criação da Petrobrás usaram e abusaram da estatal para os mais diversos fins políticos, econômicos, eleitorais, partidários, pessoais, corporativos, etc. Dos dezoito presidentes da República que assumiram após a criação de Petrobrás apenas cinco nomearam um único presidente para a entidade. Getúlio Vargas se suicidou, Café Filho foi deposto, Nereu Ramos governou por pouco mais de dois meses, Jânio Quadros renunciou com sete meses no governo e Itamar Franco que fora concluir o mandato de Fernando Collor. Carlos Luz não conta, ficou apenas três dias na presidência da República. Merece ser destacado o japonesinho Shigeaki Ueki, presidente da Petrobrás de 1979 a 1984 no apagar das luzes do regime militar. Atualmente reside no Texas, EUA, e tem mais poços de petróleo que a família Bush. Mas não foi o único a enriquecer na estatal. A aquisição da refinaria de Pasadena e a construção da Refinaria de Abreu e Lima são apenas a ponta do iceberg. A CPI da Petrobrás foi criada para não apurar coisa alguma como, aliás, é a praxe.

 

CELSO BOTELHO

25.07.2014

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DE VOLTA PARA A LATA DE LIXO  escrito em segunda 21 julho 2014 15:42

Blog de cayman :CAYMAN NEWS, DE VOLTA PARA A LATA DE LIXO

Dona Dilma Rousseff, entre outros tantos atributos depreciadores e alguns impublicáveis, é uma incompetente incorrigível e egocêntrica. Deseja mais quatro anos para provar de vez aos poucos que ainda a celebram com “gerentona” que “jamais na história desse país” houve administração mais caótica, corrupta, incompetente e medíocre. Fosse um campeonato a disputa seria renhida, pau a pau: José Sarney, Collor, Fernando Henrique Cardoso e Lula. Todos notórios abutres. A desadministração Rousseff só não é pior por falta de tempo e é exatamente isto que ela está pleiteando nas urnas em outubro próximo. Tempo para piorar o que já é lastimável. Para os esquerdistas tanto faz se a economia vai bem ou não, posto que tirem proveito de ambas as situações. Todos os candidatos à presidência da República, sem exceção, estão plenamente qualificados para não exercerem o cargo. Nenhum deles possui um projeto para o país, caso possuam está guardado a sete chaves num cofre no fundo do Oceano Atlântico onde ninguém (nem eles) tem acesso. O programa que apresentam é ridículo. Todos são unânimes em combater a corrupção, melhorar os serviços públicos, investir em infraestrutura, controlar a inflação, etc. Porém são incapazes de dizer como fazer e de onde virão os recursos. Só pode ser com o aumento da carga tributária, ou melhor, o crime de extorsão que o governo pratica impunemente contra os cidadãos. Antes da abertura da Copa do Mundo dona Dilma convocou rede nacional para transmitir o que chama de pronunciamento (também chama a quadrilha petista de governo) assegurando que para o evento foram gastos “apenas” R$ 8 bilhões e que para a educação e saúde havia destinado 212 vezes mais, quer seja, em sua própria conta, R$ 1 trilhão e 700 bilhões. Mesmo refugiando-se atrás da fria câmera de televisão e proibindo as emissoras no dia de abertura do evento de mostrá-la no telão foi devidamente vaiada e xingada. Não foi apedrejada porque a FIFA proibiu a entrada de sacos de pedras nas caríssimas arenas. Ora, quanta bondade! Ou esta colossal soma foi surrupiada como é o costume ou a Casa da Moeda ainda não imprimiu cédulas suficientes para acudir uma educação que forma todos os anos milhares de analfabetos funcionais e um sistema de saúde cada vez mais deplorável, desumano, cruel. Há poucas semanas atrás circulou na Internet um vídeo de uma gestante parindo na porta de um hospital público como se fosse um animal qualquer. Cadê o trilhão e bilhões que teve a cara de pau de dizer “destinou” a saúde? Ora, dona Dilma, vá para o inferno (é provável que o diabo a recuse). O seu antecessor chegou a afirmar que “o SUS está a beira da perfeição”, mas quando foi diagnosticado o câncer correu para o hospital Sírio e Libanês. Vocês não valem meia pataca furada.

 

Dona Dilma aparecerá no horário “gratuito” eleitoral com muitos dados enganadores, imagens bem produzidas de obras inacabadas, superfaturadas, paralisadas, politiqueiras. Dirá que a inflação está sob controle, sob o controle dos especuladores. Seus marqueteiros tentarão vender a imagem de uma administradora eficiente. Tudo ilusão. Dona Dilma não fará referência alguma ao pífio desempenho no PIB durante sua gestão, não mencionará que logo no primeiro ano de seu maldito governo seis ministros foram demitidos por corrupção (nenhum deles foi punido e o patife do Carlos Lupi continua balançando a pança e comandando o ministério do Trabalho). Será omissa quanto à operação lesa-pátria que patrocinou na Petrobrás com a compra da refinaria de Pasadena. As obras da transposição do Rio São Francisco que já sugaram cerca de R$ 10 bilhões dos cofres públicos e encontram-se abandonadas. De igual maneira está a Transnordestina que já descarrilou trem por ausência de dormentes, porém já consumiu bilhões de reais. Nada dirá sobre o engodo de baixar as contas de energia elétrica e depois abrir as burras para as concessionárias e também nada dirá sobre a eminência de haver apagões por falta de investimentos no setor elétrico. Também não explicará aos cidadãos o golpe que está dando na precária democracia brasileira com o Decreto Lei 8.243 que estabelece o Programa Nacional de Participação Social que é, nada mais nada menos, um Estado paralelo ocupado por petistas. Este decreto violenta a Constituição Federal, despreza o Congresso Nacional e afeta a harmonia entre os poderes (pelo menos teoricamente). Com certeza apresentará um balanço positivo sobre a Copa do Mundo esquecendo-se que abriu mão da soberania do país ao atender todas as exigências da FIFA (esquerdista não tem pátria, apenas se servem do país onde nascem). Nada comentará sobre a truculência, arbitrariedade das policias militares em todo o país para conter qualquer manifestação ou mesmo quando uma categoria saía em passeata em greve por melhores condições de trabalho e salários mais justos. Comunista só aceita oposição, protesto e reinvindicação se não estiver no governo. Como gosta de dizer esta mentirosa e guerrilheira de araque são tantos seus “malfeitos” que exigiriam numerosas laudas para descrevê-las.

 

Dona Dilma antes de ser candidata não era nada e quando deixar a presidência da República (este ano ou em 2018) voltará a ser nada, zero à esquerda e da esquerda, vivera em merecido ostracismo. Poderá tentar reabrir a lojinha de R$ 1,99 com quinquilharias panamenhas. Até mesmo seus áulicos mais empedernidos saltarão de banda, muitos já saltaram desta canoa furada. Afinal é melhor ser naufrago do que afogado. Do pó ao pó. Do lixo ao lixo.

 

CELSO BOTELHO

17.07.2014  

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CRISE MORAL  escrito em segunda 21 julho 2014 15:35

Blog de cayman :CAYMAN NEWS, CRISE MORAL

Vários tipos de crise podem atingir um país. A econômica e a financeira são as mais visíveis porque atingem todos os setores e suas consequências são imediatas. Outro tipo de crise que produz resultados funestos é a crise de identidade nacional. Um povo que ocupa geograficamente o mesmo território que se presume unificado, geralmente mediante o uso da força, pode abrigar etnias completamente distintas e hostis entre si. A antiga Iugoslávia é um bom exemplo. Ocupavam o mesmo território croatas, bósnios, eslovenos, macedônios, montenegrinos, sérvios e cossovanos. Com a desintegração da URSS e do regime comunista nos países do leste europeu os conflitos estabeleceram-se provocando a morte de centenas de milhares das várias etnias.  Países europeus na Partilha da África estabeleceram fronteiras levando em conta somente seus interesses. Tribos tradicionalmente inimigas passaram a conviver no mesmo território. Mesmo após a saída dos europeus do continente africano as lutas e os massacres não cessaram. Na Espanha populações de várias regiões não se reconhecem como sendo espanhóis e os bascos são o exemplo mais emblemático. Todas, no entanto, reclamam tempo. Não se pode resolver estas crises nem a curto nem em médio prazo. A crise de identidade nacional é a mais complexa de todas e talvez insolúvel, dado sua natureza. As crises podem ser desastrosas ou catastróficas. O Brasil já passou e ainda passa por diversas crises. Porém, a crise mais profunda e lamentável que sempre caracterizou nossa nação e da qual não nos livramos é a crise moral. Esta tem nos garantido uma péssima reputação entre as nações. A honestidade é quase um crime em nosso país. Valores éticos quase que um delito hediondo. Ser conservador uma heresia.

 

Que o Estado brasileiro, desde seus primórdios, vem sendo moldado e manipulado por gente sem convicções, escrúpulos, competência, decência é público e notório. Porém, a partir do golpe militar que implantou a República as práticas criminosas robusteceram-se, inovaram-se, sofisticaram-se. As classes dominantes, através dos séculos, recusaram-se a respeitar os limites entre o público e o privado; o clientelismo está estabelecido desde as Capitanias Hereditárias. A corrupção é sistemática e observada em todas as camadas da população. A escala de valores morais vem sendo distorcida e invertida em qualquer sistema de governo que o país utilize (monárquico ou republicano). Por melhor que se conceba e estruture-se o Estado por certo não resistirá aos constantes ataques perpetrados pela classe dominante, pelos políticos, pelos governos e pelos governados. O Estado brasileiro está corroído, putrefato, imprestável e inútil. Qualquer tentativa de reformá-lo estará fadada ao fracasso tal o grau de deterioração. Deve ser repensado e refundado, mas não com os bandidos que vêm ocupando o poder. Se todo poder emana do povo nada mais natural que ele o exerça em todas as suas dimensões.

 

Segundo está noticiado na grande imprensa 23% dos conselheiros de Tribunais de Contas dos Estados respondem ações na Justiça. Os 27 TCEs possuem 189 conselheiros (2/3 indicados pelo Legislativo e 1/3 pelo Executivo) Ao invés de examinarem os gastos públicos, apontar irregularidades, detectar superfaturamentos e prevenir o desperdício do dinheiro público os conselheiros lançam-se de corpo e alma na prática dos mais diversos crimes. Tem crime para todos os gostos: corrupção ativa e passiva, falsidade ideológica, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, peculato, prevaricação, nepotismo, pedófilos e até homicidas. De acordo com o site do Transparência Brasil, o conselheiro Luiz Eustáquio Toledo foi condenado a seis anos de prisão por matar a própria mulher em 1986 e, neste mesmo ano, nomeado para o TCE de Alagoas. A Constituição Federal exige que os candidatos a conselheiros possua “idoneidade moral”, “reputação ilibada” e “notórios conhecimentos jurídicos, contábeis, econômicos e financeiros ou de administração pública”. Nenhum desses critérios é respeitado. Conselheiro é um cargo eminentemente político, quer seja, qualquer besta quadrada ou bandido pode ocupá-lo. O que vai contar será sua proximidade com os poderosos. Tem conselheiro tão envolvido em práticas criminosas que foram proibidos até de entrar nos tribunais. No TCE do Rio de Janeiro seu presidente Jonas Lopes de Carvalho Júnior e o conselheiro Jose Gomes Graciosa (e isso lá é sobrenome?) são acusados na Ação Penal 685 de receber dinheiro entre 2002 e 2003 para aprovar um contrato sem licitação. A rede de proteção que os criminosos possuem é imensa e bem resistente. No STJ a Ação Penal 691 acusa de falsidade ideológica, peculato em continuidade delitiva, corrupção ativa e prevaricação o presidente do TCE do Rio de Janeiro e os conselheiros Aluísio Gama e Júlio Lamberstson Rabello. Porém foi rejeitada por unanimidade. Em 2010 a Operação Mãos Limpas prendeu, entre outros, o ex-governador Waldez Goes acusado de desviar recursos públicos da educação e outras áreas no Amapá. Este mesmo cidadão é candidato este ano. Nesta mesma Operação foram acusados de desviar a bagatela de R$ 100 milhões do TCE Amapá cinco conselheiros, três servidores e dois conselheiros aposentados. E por falar em ex-governador, o presidenciável Eduardo Campos (PSB-PE) “mexeu os pauzinhos” para garantir uma vaga no Tribunal de Contas para a senhora sua mãe (a dele) Ana Arraes. No frigir os ovos conclui-se que o sistema judiciário que deveria zelar para o cumprimento da lei também a violenta despudoradamente e com o mesmo empenho do Executivo e do Legislativo, os outros dois estupradores da Constituição Federal.

 

Mas nem tudo está perdido. No momento que a população de qualquer país se encontre desprotegida, explorada, seu trabalho confiscado, massacradas por um modelo econômico que concentra a renda cada vez mais aprofundando as desigualdades, suas instituições corroídas e corrompidas, suas esperanças desfeitas está na hora de assumir o controle da situação utilizando os instrumentos que estejam ao seu alcance, sejam eles quais forem. Contra o povo ainda não inventaram nenhuma arma. Pode-se matar e prender alguns, mas nunca todos. Chegamos ao fundo do poço da imoralidade, corrupção, incompetência, mediocridade, omissão, descaso e conivência com o ilícito, notadamente a partir de 1995 com a eleição de Fernando Henrique Cardoso, em 2003 com Lula da Silva e 2011 com Dilma Rousseff. Somente a sociedade pode estancar a sangria que sucessivos governantes vêm submetendo o país e comprometendo seu presente e seu futuro.

 

CELSO BOTELHO

21.07.2014

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EI, DILMA...  escrito em domingo 15 junho 2014 19:57

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EI, DILMA...

Como era de se esperar o público presente na Arena Corinthians-BNDES-Haddad vaiou a senhora Rousseff à sua chegada, durante a partida entre a seleção brasileira e a croata e ao final dela. Vaia justíssima, porém insuficiente para demonstrar o quanto ela, seu partido & associados são nefastos ao país. Caso considerasse o processo eleitoral brasileiro minimamente honesto a solução seria simplesmente não reelegê-la. Mas não é tão simples assim. A legislação eleitoral é obsoleta, casuística e perversa. As urnas eletrônicas são uma retumbante fraude. Os “eleitos” só representam seus próprios interesses ou aqueles que lhes dão retorno financeiro e/ou político. Não recomendaria nenhum dos candidatos à presidência da República nem para catarem coquinhos. Boicotar as eleições seria uma bela alternativa. Porém improvável que possa acontecer. Somente a ocupação de espaços pela sociedade poderá reverter esta lamentável situação na qual o Brasil se encontra. Não basta xingarmos as autoridades, mesmo que esta seja a única linguagem que entendam, posto que seja impossível estabelecer um dialogo no campo das ideias com a esquerda. O processo eleitoral brasileiro e os políticos não merecem qualquer confiança e respeito. As manifestações populares são legítimas, necessárias e retratam fielmente a falência do Estado brasileiro e a incompetência, descaso, omissão, conivência e prática sistemática da corrupção de sucessivos governos. No entanto, não preocupam nem assustam aqueles que detêm o poder. O governo petista montou todo um aparato militar repressivo para vigorar no período da Copa do Mundo que poderá se estender após seu término. A grande mídia, subvencionada e subserviente aos poderosos, ocultam a barbárie que as polícias estão praticando contra os cidadãos. O governo emprega meios idênticos aos utilizados durante o regime militar como viaturas sem identificação. O cidadão é preso e ninguém sabe quem o prendeu e para onde será levado. Dizer que a polícia tem se exacerbado em suas funções é minimizar a truculência, o arbítrio e a violação de direitos humanos universalmente consagrados.

 

O Estado brasileiro encontra-se tão debilitado que nenhuma reforma poderá dar conta de recuperá-lo. Deve ser repensado e refundado sobre bases sólidas. O diabo é que com esta corja de politiqueiros isso é impossível. Será necessário que se encontre outro meio de promover essa refundação. As eleições se prestam somente para manter o establishment. As manifestações da maneira como estão sendo conduzidas se revelam ineficazes e até estimulam o governo criar mais legislações restritivas que possam enquadrar qualquer cidadão por qualquer ato.  O Estado brasileiro, desde os seus primórdios, está inundado de vícios, distorções, corrupções. Ao longo do tempo criaram, recriaram e reciclaram instrumentos e mecanismos para manter a população sob controle. A onda de manifestações que varreram o país em junho do ano passado conseguiu somente que a PEC 37 fosse arquivada.  Manifestações que foram planejadas, articuladas, coordenadas e executadas pela própria esquerda para avaliarem o tamanho, a coesão e a possibilidade de sua militância respaldar uma ruptura institucional e estabelecer uma nova hierarquia. O processo escapou do controle e concluíram que, por esta via, não poderiam promover uma ruptura, pelo menos por enquanto. Então optaram utilizar a estratégia que já está em curso a mais de cinquenta anos: usar meios legais (ou aparentemente legais) para desmantelarem a ordem vigente. Por isso apressaram-se em propor uma assembleia constituinte exclusiva para realizar uma reforma política que os transformaria em Deuses do Olimpo com poderes de decidir quem viveria e quem morreria. Este sempre foi o objetivo da esquerda. A esquerda há muito abandonou a conquista do poder pelas armas integrando-se ao sistema vigente disputando eleições e ocupando cargos que permitissem corroer o Estado fragilizando-o, incapacitando-o e inutilizando-o para justificar o discurso de substituí-lo por um Estado forte, ou seja, autoritário, policialesco, violento. O sucesso desta estratégia é inegável e vem sendo praticada desde os anos 1960. Os militares, por ignorância, preguiça ou inocência colaboraram significativamente para a ascensão da esquerda ao poder tão logo deixaram o poder em 1985. Os generais concentraram-se em perseguir, prender, torturar e matar terroristas pés de chinelo enquanto a esquerda sorrateiramente foi ocupando espaços nas universidades, sindicatos, jornais, rádios, televisões, movimento editorial, etc. O regime militar não fez campanha alguma para esclarecer a população sobre o que era o comunismo, as vítimas que já havia produzido ao redor do mundo. Referiam-se aos comunistas como terroristas ou subversivos. Nem todos os terroristas são comunistas, mas todos os comunistas são terroristas, de uma forma ou de outra. Como militares deveriam ter seguido o conselho de Sun Tzu: “Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas. Se você se conhece, mas não conhece o inimigo, para cada vitória ganha sofrerá também uma derrota. Se você não conhece nem o inimigo nem a si mesmo, perderá todas as batalhas”. Esta negligência redundou nos resultados catastróficos verificados ao longo das últimas décadas.

 

Na cerimônia de lançamento do poste Alexandre Padilha ao governo de São Paulo o ex-presidente Lula, O Ignorante, utilizando seus recursos de psicopata, declarou que existe uma campanha de ódio contra o PT orquestrada por seus adversários políticos.  Que adversários? Nem ele nem Dilma tiveram qualquer oposição durante seus desgovernos, suas “desadministrações”. Acerca das palavras “carinhosas” dirigidas a senhora Rousseff na abertura da Copa do Mundo (uma abertura muito mixuruca, chinfrim e digna de uma republiqueta de bananas) Lula atacou a elite da qual faz parte e pela qual seu governo e o de dona Dilma concederam, ampliaram e mantiveram seus privilégios dizendo que “aquelas pessoas não sabem o que é um calo na mão. E este desgraçado também não sabe. Desde meados da década de 1970 Lula não sabe o que é trabalhar. Primeiro como dirigente sindical e depois como presidente de partido político. Ademais “aquelas pessoas” presentes no Itaquerão com certeza não eram das classes D e E (abomino tais classificações). Por um momento até pensei estar assistindo um jogo na Suécia. O ex-presidente declarou que “O PT mudou o padrão de governança deste País”. De fato. Mudou de desastroso para catastrófico. Sem desmerecer os governos anteriores, os governos petistas são líderes absolutos em corrupção;  incompetência; omissão; descaso; permissividade; conivência com o ilícito; desvio, desperdício e malversação dos recursos públicos. Mas esse tal de Lula é um descarado de marca maior ao afirmar que “o ódio dos adversários se deve ao fato de que, pela primeira vez neste país, termos provado à elite que tem gente mais competente para governar.”  Gostaria de saber o que este vigarista entende por gente competente. Dilma Rousseff? Fernando Pimentel? Gilberto Carvalho? Celso Amorim? Marta Suplicy? Guido Mantega? Aloisio Mercadante? Nelson Jobim? Mario Negromonte? Edson Lobão? E etc. e etc. e etc. e bota etecetera nisso. O ex-presidente só pode estar de sacanagem ou, como se diz em São Paulo, “tá me tirando?”. Como poderá haver ódio em adversários inexistentes?

 

Xingar a senhora Rousseff serve para extravasar a indignação, o repúdio e revolta da população massacrada, espoliada e desrespeitada, mas não trará as soluções que tais sentimentos reclamam. É preciso dar um passo além. E este não está nas urnas, posto que todos os postulantes estejam perfeitamente integrados na estratégia esquerdista de dominação e implantação do sistema de partido único e onipresente.  O passo além está em desautorizar este governo que ai está.

 

E, para não perder a viagem, a senhora Rousseff voltou a defender seu monstrengo, o Decreto 8.243/14, evocando também uma inexistente oposição. Dona Dilma ou está com crise de amnésia ou é muito cara de pau ao dizer que os críticos desta estrovenga desejam “uma democracia sem povo”. Quem dona Dilma pensa que é para falar em democracia e em povo? Que moral tem para dizer tal coisa? Era uma terroristazinha de meia pataca furada no Colina (Comando de Libertação Nacional) e no VAR-Palmares (Vanguarda Armada Revolucionária Palmares), organizações de extrema esquerda que tinha por objetivo implantar o regime comunista no Brasil. Desde quando os comunistas governam para o povo e pelo povo?

 

CELSO BOTELHO

15.06.2014

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DECRETO 8.243/14. OAPRTIDO DOS TRABALHADORES (?) CRIA O ESTADO PARALELO  escrito em segunda 09 junho 2014 17:21

Blog de cayman :CAYMAN NEWS, DECRETO 8.243/14. OAPRTIDO DOS TRABALHADORES (?) CRIA O ESTADO PARALELO

O Decreto 8.243/14 que institui o “Programa Nacional de Participação Social” (como diria Nelson Rodrigues, “bonitinho, mas ordinário”) não passa de uma estratégia do PT para exercer maior controle sobre a sociedade. Algumas vozes se levantaram contra e outras tantas a favor. O decreto visa legitimar o que é ilegítimo, imoral e inconstitucional. Acontece que ambos os lados são amplamente favoráveis à manutenção da aberração e sua implantação. Tudo não passa de uma jogada ensaiada. A aparente divergência é uma estratégia para consolidá-lo. Pode ser que entre os que se opõe à estrovenga exista alguém de fato sincero, porém suas vozes não tardarão a silenciar.  Muitos do que se opõe estão comprometidos até a raiz dos cabelos com o projeto esquerdista de poder e, por inúmeras vezes, demonstraram seu vínculo e subserviência como, por exemplo, o ministro do STF Gilmar Mendes, O Coronel; o ex-ministro do STF Eros Grau, O Pornográfico; o ex-ministro do STF Carlos Velloso (defendeu a concessão dos embargos infringentes aos réus do Mensalão, apesar de tal dispositivo já ter sido eliminado da Constituição Federal de 1988); o vice-presidente da República Michel Temer, O Cocheiro de Vampiro, que crítica a maneira monocrática com que fora instituído e alguns partidos que ameaçam recorrer ao STF para derrubar o decreto. Só mesmo um jumento retardado poderia crer na honestidade moral e intelectual dos indivíduos acima mencionados. Estão querendo implantar no Brasil o que passou a ser denominado como “constitucionalismo bolivariano”, quer seja, um Executivo forte (ditatorial) governando por decreto.

 

O monstrengo parido pela senhora Rousseff concede a movimentos não institucionalizados poder para estabelecer metas e interferir na administração pública (Artigo 2º, Inciso I). A participação popular definida na Constituição Federal é através do voto direto e secreto, isto é, elegendo seus representantes. Os movimentos sociais representam apenas uma determinada parcela da sociedade e não possuem legitimidade para orientar políticas públicas. Somente ao eleitor é conferido este poder através da eleição de seus representantes ou em plebiscitos e referendos. Quem representa a sociedade brasileira são os cerca de 140 milhões de eleitores.  Ao excluir o Congresso Nacional da feitura do decreto o PT demonstra cabalmente a intenção de constituir um estado paralelo, com pleno controle sobre a sociedade pelo partido governista. Mesmo sendo o Congresso Nacional uma instituição corroída, corrompida e imprestável deveria ser consultado, pelo menos isso. Os tais “conselhos populares” propostos no referido decreto não se sabe de que forma serão compostos? Quais os critérios para escolher este ou aquele integrante? Certamente um dos quesitos será possuir a carteira do Partido dos Trabalhadores & Associados. A rede de instâncias estabelecidas nesta porcaria de decreto é complexa e pouco específica (conselhos, comissões, conferências, ouvidorias, mesas de debate, fóruns, audiências e consultas públicas) e todas subordinadas a Secretaria Geral da Presidência da República, atualmente ocupada pelo Gilberto Carvalho, O Espião Que Veio do Nada e ex-presidente do Foro de São Paulo. O Artigo 3º prevê a ampliação dos mecanismos de controle social, porém não detalha que mecanismos serão esses e sobre o que. O jurista Carlos Ari Sundfeld, professor de Direito Administrativo na FGV-SP, declarou: “É um decreto autoritário. Tem vagas declarações democráticas, mas sujeita ao puro arbítrio da cúpula (petista) a participação social em assuntos administrativos” acrescentando que “adota o método do sindicalismo da era Vargas, para gerar uma sociedade civil chapa branca, que fale por meio de instâncias sob controle.” O professor definiu exemplarmente o objetivo do decreto.

 

Para defender o monstrengo dona Dilma saiu-se com esta: “Muitas cabeças pensam mais que só a cabeça do Executivo”. Depende da cabeça. Caso sejam iguais a sua com apenas dois neurônios (o tico e o teco) seus resultados serão desastrosos, catastróficos. Dona Dilma foi apenas a barriga de aluguel para gerar este monstrengo, o embrião foi criado no diabólico laboratório do Foro de São Paulo. Essas “muitas cabeças” sem qualquer dúvida serão recrutadas entre os militantes histéricos da esquerda. Por certo o PT criará dúzias mais de movimentos sociais capitaneados por seus vassalos para inseri-los no decreto. Qualquer coisa que os esquerdistas façam sempre têm duas camadas. A visível e a invisível. Neste caso a parte visível apresenta um discurso que aparenta a criação de um mecanismo para aprimorar a democracia com a participação do cidadão comum, dos movimentos sociais, coletivos, etc. A parte invisível é exatamente o oposto. Cria um estado paralelo ocupado pela esquerda para obter o pleno controle dos movimentos sociais, coletivos, sindicatos, etc. e antecipar-se a qualquer movimentação que possa causar-lhes transtornos.

 

Não se vê e não se lê na grande mídia qualquer referência a esta aberração, este atentado contra as já precárias instituições brasileiras. Omitem-se descaradamente. Imaginam que são intocáveis. Lamento informar que tão logo o projeto de poder esquerdista esteja consumado ninguém estará a salvo. Sejam banqueiros, empresários, empreiteiros e principalmente empresas de comunicações (televisões, rádios, jornais, editoras). Serão transformados em meros empregados, serviçais de um regime que estão contribuindo significativamente para que seja instalado no país. Os comunistas além de se apropriarem de tudo que hoje possuem ainda os farão trabalhar para proporcionar-lhes mais dinheiro e poder. Examinem um pouco a História e constatarão que a primeira providência dos regimes ditatoriais é eliminar os possíveis concorrentes, antigos colaboradores, opositores e dissidentes. No artigo anterior disse, textualmente: “O PT, desde 2003, enfrenta um desafio. De um lado está a legislação vigente que possibilitou sua ascensão ao poder e com a qual deve governar e de outro a necessidade de atender suas premissas revolucionárias.” Uma vez que a ruptura institucional não possa ser realizada pela militância, pelo menos por enquanto, recorrer-se aos instrumentos legais para alcançá-la (estatutos, regimentos, normas, portarias, decretos, medidas provisórias, projetos de emenda constitucional, etc.). O governo da senhora Rousseff deveria patrocinar esta ruptura, porém mostrou-se incompetente e as esquerdas despreparadas para levar adiante tamanha empreitada. Mas esta situação pode ser revertida com ou sem dona Dilma no Palácio do Planalto. Diferentemente dos socialistas Fabianos que não têm pressa e não sabem exatamente o tipo de socialismo que desejam (seu símbolo é uma tartaruga), os comunistas têm um pouco mais de pressa e seus líderes desejam vê-lo implantado em seus países no seu prazo de vida. O ex-presidente Lula declarou certa vez que poderia levar trinta anos para “educar” as pessoas dentro da ideologia esquerdista, mas que ele não viveria tanto tempo. Então o melhor seria primeiro conquistar o poder (através das urnas) e depois impor a ideologia comunista (através da violência física e psíquica). O decreto 8.243/14 é a mais recente investida contra a sociedade brasileira pelos petistas & vigaristas associados rumo ao regime de partido único e onipresente.

 CELSO BOTELHO

09.06.2014

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