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ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE MERDA  escrito em sábado 12 abril 2014 18:01

Blog de cayman :CAYMAN NEWS, ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE MERDA

Cada palavra e cada frase pronunciada “pelo presidenta” Dilma Rousseff é um monumento à arrogância, prepotência, ignorância e incompetência. O caso da compra da refinaria de Pasadena, Texas, EUA, pela Petrobrás é um exemplo cabal do que acabo de dizer. Sua responsabilidade na negociata é inequívoca. Aliás, ao confessar que recebera um parecer “falho” e “incompleto” sobre o negócio e mesmo assim o aprovou e autorizou é o bastante para que seja denunciada ao STF e desalojada do cargo que ocupa que, por sinal, jamais deveria ter ocupado. A Petrobrás é um reduto de corruptos, fraudadores, vigaristas, oportunistas e toda ordem de bandidos desde sua fundação. Inúmeros presidentes, diretores, parlamentares, empresários, etc. enriqueceram de modo espetacular e obviamente ilícito na estatal ou através dela. Os “contratos de risco” ainda no governo Geisel (1974-1979) abriram as portas da Petrobrás para todos os tipos de bandalheiras.  Shigeaki Ueki, ministro das Minas e Energia no governo Geisel e presidente da Petrobrás no governo Figueiredo (1979-1985), atualmente reside no Texas (EUA) e é mais rico que os Bush. Seria uma injustiça não falar em outros velhacos que por ali passaram como Wilson Santarosa (gerente executivo de Comunicação Institucional), Joel Mendes Rennó, José Sérgio Gabrielli e Maria das Graças Foster, isso para não alongar a lista. José Sérgio Gabrielli era o presidente da Petrobrás quando a negociata aconteceu e agora vem a público dizer que “tecnicamente, estrategicamente, economicamente, parecia um bom negócio. Mas veio a crise de 2008, tudo mudou”. Espera ai. Comprar 50% de uma refinaria tecnologicamente obsoleta por US$ 360 milhões quando apenas um ano antes a Astra Oil havia adquirido os 100% da mesma refinaria por US$ 42,5 milhões e ainda por cima com a clausula Marlim (essa cláusula garante um pagamento de dividendo mínimo a um dos sócios mesmo em caso de prejuízo e não é comum sua aplicação) não é, sob nenhum aspecto, um bom negócio. Em Pasadena, a Petrobrás estava obrigada a pagar 6,9% de lucro à Astra Oil. Gabrielli foi além encrencando ainda mais “a presidento” ao perguntar “dona Dilma não tinha conhecimento do contrato, o que podia fazer de diferente?” Raios que o partam. Que diabo de presidente do Conselho de Administração era, afinal, esta tal Dilma Rousseff? Tendo conhecimento da roubalheira cometeu crime ao aprová-la e autorizá-la e, caso contrário, também cometeu crime. De uma maneira ou de outra dona Dilma é responsável pela operação lesa-pátria. E, de igual forma, seu criador e, à época, presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. O empresário Jorge Gerdau, ainda membro do Conselho de Administração da petroleira brasileira, declarou categoricamente: “Logo que recebeu o contrato, o Conselho, por unanimidade, ficou contra”. Já o ex-presidente da Petrobrás, o contradiz enfaticamente: “O Conselho apoiou integralmente a compra da refinaria”. Quem estará mentindo? O ex-presidente da Petrobrás estava obrigado a acatar a decisão do Conselho ou teria autonomia para ignorar a decisão do Conselho e prosseguir com o negócio?

 

Investigar a Petrobrás ou qualquer outra empresa estatal, autarquia, ministério, etc. é imprescindível e obrigatório, notadamente porque se sabe, de antemão, que sempre há corrupção, fraude, má gestão, uso político, etc. Mas dai a crer que uma CPI dará conta de punir os responsáveis, reestruturá-la e moralizá-la vai um oceano de distância. CPI é palanque eleitoral e, portanto, se produzir efeitos serão eleitorais. Para ilustrar basta o recente escândalo do Mensalão. Um fiasco. Os embargos infringentes, que não estão recepcionados na Constituição, foram admitidos para absolverem notórios criminosos. Aliás, todo o processo foi conduzido como se tratasse apenas de pessoas que cometeram crimes comuns (no Brasil corrupção ativa e passiva; desvio, desperdício, malversação dos recursos públicos; lavagem de dinheiro; evasão de divisas; formação de quadrilha; etc. lamentavelmente são crimes comuns) quando foi um crime planejado, coordenado e executado pelo Partido dos Trabalhadores, via Foro de São Paulo, com o total conhecimento e conivência do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva. O esquema foi montado para beneficiar o governo petista. Lula foi blindado quando deveria ter sido denunciado no processo e sofrer um retumbante impeachment. O PT saiu incólume, quando deveria ter seu registro cassado por ser uma organização criminosa. E os mensaleiros “presos” a partir do próximo ano já poderão estar livres, leves e soltos. Mas isso já é outra história.

 

Dona Dilma, na inauguração de uma estação de tratamento de esgoto em Porto Alegre falou sobre a inflação. Somente o fato do presidente da República se deslocar de Brasília para Porto Alegre para inaugurar uma estação de merda, literalmente, dá o que pensar. Está fazendo campanha fora do período, os assuntos de governo e de Estado são menos importantes ou não tem mesmo nada para fazer em Brasília. As três opções estão absolutamente corretas. Deixando uma merda de lado, “o presidenta” asseverou que "Nós mantemos sistematicamente um olho e um controle na inflação, mesmo quando, devido à seca que ocorre no Sudeste e à chuva torrencial no Norte, tivemos impactos em alguns produtos alimentares". Recomendo, pois, que seu governo passe a utilizar todos os olhos disponíveis e direcioná-los para a inflação e que ajuste ou refaça seus mecanismos de controle porque estão completamente emperrados. Por certo que secas e chuvas torrenciais têm efeitos desastrosos e até catastróficos na agricultura, mas dizer que o governo está também de olho e no controle da situação é delírio, sandice e cara de pau. O PIB brasileiro só não é menor devido ao agronegócio e os esquerdistas o detestam, mas não se privam dos benefícios que dele advém. A inflação acumulada nos últimos doze meses é de 6,15% (número tão real quanto a existência de dragões) e “o presidenta”, consta que é formada em economia, saiu-se com esta pérola “É importante olhar que isso é momentâneo e, em segundo lugar, que há produtos que enquanto alguns sobem, outros caem, e a inflação iremos controlar sistematicamente". É preciso descobrir qual a duração do “momentâneo” presidencial, visto que a inflação nos últimos anos vem sendo contida artificialmente e, pior, lançando mão de instrumentos ineficazes. Até para maquiar, fraudar e distorcer os números exige-se uma boa dose de inteligência.  A economia brasileira nas últimas décadas vem sendo conduzida de maneira incompetente, imprudente e irresponsável. A oscilação de preços de bens, produtos e serviços é controlada pela velha e boa lei da oferta e da procura. Isto numa economia saudável ou aquecida e o Brasil não se enquadra em nenhum dos dois casos. O maior testemunho de que seu governo é incompetente foi prestado justamente pelo seu criador Luiz Inácio Lula da Silva “Na campanha, Dilma terá que explicar o que vai fazer para reanimar a economia e superar o desempenho frustante” (é frustrante). Lula fechou o caixão: “Nós poderíamos estar melhor, Dilma vai dizer como é que a economia vai melhorar.” Pode-se interpretar que o ex-presidente adotou uma postura de possível adversário e não de cabo eleitoral número um “do presidenta”.

 

Dona Dilma lá em Porto Alegre estava inspirada e decidiu aumentar sua coleção de bobagens ao afirmar que “o Brasil "jamais" enfrentou a crise "às custas do trabalhador ou do empreendedor". Aonde aprendeu isso? Então como qualquer país pode sair de uma crise? Apelando para a Providência Divina? Com bruxaria? Evocando uma fada madrinha? Não. É exatamente enfiando a mão nas algibeiras dos trabalhadores e dos empreendedores, posto que jamais ousem tocar nos banqueiros, multinacionais, megaempresários ou grandes fortunas. No Brasil os exemplos são inúmeros. “O presidenta” afirma que reduziu impostos. Bem, deve confundir ou não saber que redução de impostos é uma coisa e renúncia fiscal outra. A renúncia fiscal é, em última instância, favorecer o desperdício de recursos. Foi mais além ao dizer que o governo faz políticas de sustentação do investimento e da expansão da infraestrutura. Certamente está a considerar as obras para a Copa do Mundo como política de sustentação do investimento fingindo esquecer que este evento tem prazo para começar e acabar e os cidadãos brasileiros estarão ainda aqui sem emprego, com salários insuficientes e até indecentes, saúde, transporte, educação, habitação, etc. precários ou inexistentes. Como deve considerar como obras de infraestrutura a transposição do rio São Francisco que até hoje não transpôs nenhum litro d’água, a ferrovia Transnordestina onde já descarrilou trem por falta de dormentes ou a refinaria Abreu Lima (PE) que já consumiu US$ 18 bilhões e ainda não está em operação. Uma estaçãozinha de merda, no sentido literal da palavra, não irá resolver o grande problema de saneamento no país, sustentar o investimento ou expandir a infraestrutura. Portos, aeroportos, rodovias, ferrovias, hidrovias, navegação de cabotagem e tudo o mais estão abandonadas, deficientes, inoperantes ou são inexistentes. Ao final da ladainha dona Dilma  choramingou  "Não é possível criticar simultaneamente por não fazer projetos para melhorar a saúde pública e criticar investimentos em saneamento". Evidentemente que a frase está mal construída do ponto de vista linguístico, mas o que importa é avivar a memória da ex-guerrilheira de meia pataca furada. O governo tem a obrigação de fazer ambas as coisas e simultaneamente. O saneamento evita doenças, porém não as erradica e, portanto, tem sim que melhorar a saúde pública.  Para que quatro dezenas de ministérios? Somente para dar conta da ganância dos correligionários, aliados, comparsas, cúmplices e outros parasitas? Sim. Porque a maioria deles é inútil e quando não o é está ocupado por algum inútil. Mas sejamos honestos. Ministérios e ministros inúteis não são uma criação sua. É uma regra em nossa maltrapilha República.

 

CELSO BOTELHO

12.04.2014

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1964. O GOLPE ANUNCIADO  escrito em quarta 02 abril 2014 19:18

Blog de cayman :CAYMAN NEWS, 1964. O GOLPE ANUNCIADO

 

 

A bibliografia sobre o golpe civil-militar de 1964 e o regime militar que se seguiu é vasta sem, contudo, ter exaurido o assunto. Mesmo porque na História não há nada de conclusivo. Confeccionei um trabalho onde abordei o recorte histórico entre os anos de 1961 e 1964 focando nas possíveis motivações que levaram a ruptura institucional, o contexto histórico nacional e internacional, um exame sobre a mentalidade coletiva na época, entre outras coisas. Cuidei para que o trabalho não caísse no anacronismo, mas confesso que não me furtei a estabelecer uma analogia com situações posteriores ao fim do regime militar. Obviamente ressaltando, ressalvando e resguardando a temporalidade e a espacialidade dos acontecimentos. Tal recurso foi utilizado com a finalidade de demonstrar que os motivos alegados pelos militares não desapareceram após 1985 e muitos até agravaram-se sem que se cogitasse qualquer ruptura institucional. A República brasileira nasceu de um golpe militar e desde então este instrumento tem servido como solução para os impasses institucionais pelas Forças Armadas. Mas o golpe não é uma exclusividade dos militares, os civis também dele lançaram mão. Alguns fracassaram, porém aqueles que saíram vitoriosos foram com as benções das Forças Armadas.  Fui testemunha ocular daquele período e assisti a brutalidade de ambos os lados. Desde jovem me coloquei contra o Estado de exceção (mais tarde compreendi que todos os Estados, com maior ou menor intensidade, de uma maneira ou de outra, são de exceção), no entanto, também não fui idiota de militar em nenhuma organização, notadamente as que defendiam a luta armada. Já naquela época estava consciente de que seriam facilmente esmagadas. A ideologia comunista, seus ídolos e símbolos não conseguiram conquistar a minha simpatia e muito menos adesão. Isso não quer dizer que tenha sido omisso ou indiferente. Mas ai é outra história.

 

Há uma preocupação em se contar quantos presos, torturados, mortos e desaparecidos e se apontar os responsáveis. Isso é importante? Sim. Extremamente importante. No entanto, essa preocupação é maior por parte da esquerda que sobreviveu aquele período e há alguns anos ocupa o poder. Não há interesse em se investigar o período numa perspectiva histórica. O interesse é reafirmar seu discurso que já vem circulando mesmo antes do golpe de 1964. Caso seja para comparar números se pode dizer que o período pós-regime militar contabiliza mais vítimas produzidas pelo Estado Democrático de Direito do que os vinte e um anos de regime militar. Não há aqui qualquer intenção de minimizar a truculência do regime militar, mas não há motivo algum para aplaudir seus sucessores. Apenas estou demonstrando que na vigência do chamado Estado de Direito Democrático as prisões, mortes, torturas, sofrimento e dor não desapareceram ou foram reduzidas. Ao contrário, só prospera. Mais de cinquenta mil homicídios por ano no Brasil é bem mais que países em guerra declarada conseguem produzir. É salutar possuirmos uma bibliografia sobre o assunto tão extensa. No entanto, parece-me que a contagem de presos, torturados, mortos e desaparecidos seja o assunto preferido de todos, historiadores ou não. Há História antes e depois do regime militar. Não que se deva deixar de investigar novas fontes que esclareçam muitos fatos ainda obscuros e produzir novos trabalhos. Esta obsessão por um único assunto em detrimento de qualquer investigação sobre o processo de degradação política, social, econômica, cultural, religiosa, etc. no qual estamos imersos e em adiantado estado de consolidação é um fato consumido. Não vejo o mesmo vigor dos estudiosos em investigar, analisar, interpretar e descrever este processo. Aqui do meu blog faço o possível dentro de minhas limitações. Mas isto não é o suficiente. É menos que um átomo solto no Universo.

 

O país relembra hoje os cinquenta anos do golpe civil-militar de 1964. Há quem comemore, há quem repudie e aqueles indiferentes. É natural. O que é acintoso e repugnante é assistir “a presidento” da República Dilma Rousseff falar em democracia com seu passado de guerrilheira, comunista e criminosa. ”A presidento” confunde democracia com democratura (democracia mais ditadura). Disse a “gerentona” de araque: "por 21 anos, mais de duas décadas, nossas instituições, nossas liberdades, nossos sonhos foram calados". É muito descaramento. Como estão hoje nossas instituições? Aparelhadas, desmanteladas e corrompidas. O conceito de liberdade de dona Dilma Rousseff é oposto àquele que a maioria dos mortais compreende e consagra. Eleições é liberdade para que? Para escolher entre o desastre e a catástrofe com esta legislação eleitoral imoral que cria, desenvolve e mantém candidatos vigaristas, vagabundos e profundamente corruptos? Que liberdade de expressão existe quando o governo cooptou e pôs em sua folha de pagamentos os barões das comunicações. Liberdade para banqueiros, empresários, empreiteiros, latifundiários, multinacionais, etc. avançarem sobre os recursos públicos e o patrimônio nacional com a conivência do governo? Que liberdade se pode ter com tantas leis, decretos, estatutos, normas e portarias que restringem e reprimem o cidadão? Quanto aos sonhos que foram calados certamente se refere ao sonho de todos os terroristas de substituir a ditadura militar por uma ditadura nos moldes soviéticos, maoístas ou castristas. Dona Dilma chegou aos píncaros da desfaçatez quando disse que as manifestações de junho de 2013 não foram abafadas. Como seria abafar uma manifestação que foi planejada, coordenada, articulada, financiada e executada por seus superiores? Mesmo se tivessem sido espontâneas de que maneira dona Dilma poderia abafá-las? Já sei. “O presidenta” deve ter aquele aparelho que apaga a memória mostrado no filme Homens de Preto.

 

Esta Comissão Nacional da Verdade surgiu com mais de trinta anos de atraso e é composta por gente escolhida por Dilma Rousseff. O primeiro fato que desqualifica tal comissão já está em sua denominação. Arvora-se que já tem a verdade. A verdade que só fará repetir o discurso esquerdista em circulação antes mesmo do golpe civil-militar de 1964. O segundo fato são seus membros e envolvimento com a esquerda. Neste circo não há um único historiador que é o profissional qualificado e possui as ferramentas adequadas e imprescindíveis para a realização de uma investigação histórica. E o terceiro fato que desmonta este circo é a decisão de investigarem-se apenas os crimes cometidos pelo Estado como se os terroristas espalhados nas inúmeras organizações subversivas não houvessem praticado nenhum. O rancor e o espírito revanchista predominam abertamente. Não poucos defendem a revogação da Lei da Anistia (Lei 6.683/1979) para levarem aos tribunais agentes do Estado que atuaram naquela época. Aqueles que ainda estão vivos e os mortos poderiam ser condenados na situação “pós mortem”. Acontece que, se revogada, alcançará ambos os lados. A começar por Dilma Rousseff. A menos que o Congresso Nacional votasse uma lei isentando os terroristas. Tudo é possível num Congresso Nacional imoral, corrupto e imprestável. Mas teriam que tomar cuidado, posto que tal aberração irritaria profundamente as Forças Armadas. A esquerda não deseja esta revogação por ser parte interessada na sua manutenção por dois motivos. Primeiro, e o mais importante, controla praticamente todo o Estado brasileiro. Segundo: a sua verdade sobre o período vem prevalecendo há décadas. Contentam-se em expor, denegrir e humilhar civis e militares, vivos e mortos, que atuaram durante o regime militar. Até mesmo militares que se posicionaram contra o golpe e o regime que se seguiu foram apresentados a sociedade como torturadores. Os adeptos da revogação da Lei da Anistia repetem insistentemente que os crimes não poderão ficar impunes. Correto. Mas só os cometidos por agentes do Estado?

 

Não havia como escapar de um golpe de Estado em 1964. A solução constitucional do impeachment estava completamente fora de questão. A conspiração criara uma atmosfera golpista recrutando a imprensa, a Igreja Católica, empresários, banqueiros, latifundiários, classe média e políticos. Os conspiradores contavam com apoio financeiro e bélico do governo norte-americano. Entre as muitas justificativas apresentadas pelos militares e seus associados para intervirem foi a de livrar o Brasil do “perigo comunista”. Àquela altura a estratégia dos comunistas para ascenderem ao poder não estava concentrada em sua tomada pelas armas e sim pela ocupação de espaços, através de um partido legal e de eleições livres. Já estava em curso a revolução cultural da esquerda. Os terroristas não passaram de bois de piranha para distrair os militares. Basta ver quem governa o país hoje. Um partido de esquerda praticamente hegemônico, legalmente constituído e conduzido ao poder através de eleições livres. A questão era: quem desfecharia o golpe primeiro? João Goulart, os comunistas ou as Forças Armadas. Apenas esta última possuía os meios efetivos para a ação. Armas; munição; comandantes comprometidos com o golpe; políticos solidários, simpáticos e engajados na conspiração; respaldo e imensa colaboração na imprensa; apoio da Igreja Católica, de intelectuais e da classe média e apoio financeiro e bélico dos Estados Unidos. Construiu-se uma mentalidade coletiva de que era imprescindível derrubar-se o presidente João Goulart para salvar o país do comunismo. João Goulart caso tenha pretendido tomar o poder para si ditatorialmente cometeu inúmeros equívocos, erros de avaliação e mostrou-se um péssimo estrategista. Os comunistas não apresentavam condições humanas e materiais para dar início a uma empreitada deste porte. A solução golpista para dar conta da ordem institucional não foi acertada, conveniente e civilizada, mas seus efeitos poderiam ter sido minimizados caso os golpistas houvessem cumprido com a palavra empenhada de remover o presidente, restabelecer a ordem pública e sanear as contas públicas respeitando o calendário eleitoral que marcava eleições presidenciais para 1965. Optaram por implantar um regime militar que durou vinte e um anos que não precisaria ter ocorrido e que produziram vítimas para todos os lados. Pessoas que não estavam associadas, coniventes ou solidárias aos guerrilheiros ou aos militares também sofreram os efeitos maléficos das ações empreendidas por ambos como restrição das liberdades individuais, desrespeito aos direitos humanos, insegurança, miséria, dor e sofrimentos. Naquele momento não havia como resistir e tentar poderia resultar numa carnificina sem precedentes na história do Brasil com desdobramentos imprevisíveis. No entanto, tanto Jango, quanto os comunistas e os militares (incluindo os civis) estavam desesperados para dar o golpe. A conspiração para golpe civil-militar de 1964 começara a ser tramada dez anos antes com o suicídio do presidente Getúlio Vargas. Em novembro de 1955 também ameaçou eclodir, porém as circunstâncias nãoeram favoráveis. Em 1961, com a renúncia do presidente Jânio Quadros, os quarteis estavam em polvorosa resistindo à posse de João Goulart que se encarregou de fornecer a pólvora e acender o estopim para sua derrubada. Portanto, o golpe civil-militar de 1964 se anunciou com bastante antecedência.

 

CELSO BOTELHO

01.04.2014

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PELA ÁRVORE CONHECEREIS O FRUTO  escrito em sexta 28 março 2014 16:44

Blog de cayman :CAYMAN NEWS, PELA ÁRVORE CONHECEREIS O FRUTO

 

O estudo da História parte do presente para o passado e não o contrário. Para compreendermos o presente é imprescindível que conheçamos o passado. Mas para isso é fundamental nos mantermos dentro do tempo e do espaço que estamos estudando. É necessário que nos despojemos de ideias, conceitos e valores do nosso tempo. Caso isso não seja feito não estaremos estudando a História e sim a julgando. Desde a Antiguidade o ser humano vem demonstrando um interesse constante sobre si e pelo mundo que o cerca. Esta curiosidade possibilitou a construção da civilização. As fontes históricas (escritas, orais, imagéticas, arqueológicas, etc.) confirmam que se preocupavam em descrever os fenômenos e processos naturais, políticos, sociais, econômicos, culturais, religiosos, etc. Conforme a civilização foi evoluindo e se refinando os relatos também passaram a ser mais completos. Com os métodos e recursos existentes atualmente esta tarefa foi muito favorecida. Porém, é necessário que a sociedade tenha criado meios eficientes de educação para desenvolver inteligências para dotá-la de um segmento de intelectuais que possa descrever, compreender e interpretar os fenômenos e processos políticos, sociais, econômicos, culturais, religiosos, etc. Desnecessário dizer que no Brasil o sistema educacional sempre oscilou de precário à péssimo. Em educação o Brasil sempre esteve tateando no escuro e improvisando. Mesmo deste jeito nosso país produziu inúmeros intelectuais respeitáveis. Até meados dos anos 1960 o Brasil vinha construindo e desenvolvendo uma alta cultura que, a partir da década seguinte, foi sendo destruída, depredada e ocultada e, em seu lugar, surgiram inúmeros charlatães, bocós e vigaristas. Até o ignorante do ex-presidente Lula possui diversos títulos de “doutor honoris causa” (por certo que outorgam este mimo por interesse político). Quando não existe estudiosos numa determinada sociedade que pesquise, descreva, analise e interprete seus fenômenos e processos é inevitável que mergulhe numa profunda miséria moral, intelectual, política, econômica, social, etc. São nestas condições que surgem os regimes ditatoriais mais truculentos e sanguinários, no sentido literal e no sentido simbólico. Mas este último não é menos cruel e sanguinário que o primeiro, apenas atua de maneira diferente. O sistema de saúde brasileiro é um exemplo inquestionável de tortura, crueldade e assassinato. Uma sociedade onde se estabelece o caos, a confusão, a inversão de valores cria a figura do “salvador da pátria” acompanhado de um discurso demagógico e inebriante. Com Getúlio Vargas foi assim. Com Lula é assim. O ex-presidente foi e é uma figura aglutinadora, um negociador habilidoso, um político que se move confortavelmente pelas várias camadas da sociedade e um exímio vigarista.

 

Toda miséria moral, intelectual, política, econômica, social, etc. começou a se constituir no Brasil a partir da década de 1530 quando se iniciou a cultura da cana de açúcar, construção de engenhos para a fabricação de açúcar e o estabelecimento de outras atividades que a fizesse possível como a pecuária e a agricultura de subsistência. Elegemos este recorte histórico porque melhor se ajusta a este texto. A partir deste momento, efetivamente, começa o processo de formação da sociedade brasileira incorporando, adaptando ou rejeitando valores e estabelecendo uma cultura calcada nos princípios, comportamentos e práticas da cultura europeia de um modo geral e de Portugal em particular. A adoção do sistema de Capitanias Hereditárias favoreceu sobremaneira à prática do mandonismo, coronelismo, apadrinhamento e o patrimonialismo (comportamentos que ainda hoje persistem). Por certo que este texto não é o território apropriado para desenvolver-se um estudo de tamanha importância e complexidade. Apenas pretendo demonstrar que nosso país, já em seu nascedouro, veio acompanhado de autoritarismo, injustiças, preconceitos, discriminações, arrivismo, ausência de escrúpulos, caráter, ética e moral. Ao longo da História as forças que se engajaram contra tudo isso foram humilhadas, derrotadas e massacradas. Porém, não foi em vão porque mesmo sofrendo terríveis derrotas inúmeros movimentos contestatórios e reivindicatórios lograram por obter alguns de seus pleitos atendidos mesmo que parcialmente ou tardiamente. Portanto, a lamentável situação na qual se encontra nosso país são os frutos da árvore plantada no século XVI e permanentemente regada nos séculos seguintes. E, como está no título, pela árvore conhecereis o fruto.

 

A cidade do Rio de Janeiro há muitas décadas vivencia um clima de insegurança e todos os seus habitantes, pobres e ricos, são alvos da violência. Para dizer a verdade o dia a dia no Brasil traz indicativos de que já se instalou uma guerra civil sem o reconhecimento oficial. A tortura e a selvageria não é um privilégio da “cidade maravilhosa”, espraia-se por todo o território nacional. O número de pessoas assassinadas ultrapassa em muitos casos aqueles registrados em países que se encontram em guerra. É muito comum apontarem para as favelas como origem de toda violência. Não é assim. É exatamente o contrário. A violência de uma sociedade hipócrita, preconceituosa e discriminatória foi que deu origem as favelas. A omissão, descaso e incompetência do Estado promoveu a exclusão política, social e econômica de milhares de pessoas, moradoras ou não de favelas. A violência oriunda das favelas é praticada por uma minoria. Ao contrário da violência praticada pelos três poderes da República que é praticada por uma maioria. A relação despudorada entre políticos e traficantes criaram as condições ideais para a consolidação de seus impérios do pó. As UPPs (Unidade de Polícia Pacificadora) tidas e havidas pela cúpula da segurança pública do estado do Rio de Janeiro como um instrumento eficaz para dar combate à criminalidade e preservar a integridade física e moral dos moradores das favelas, eufemisticamente denominadas como comunidades, é uma falácia, um truque ordinário e um desrespeito à população. A mudança da nomenclatura não minimizou ou fez desaparecer seus problemas, preconceitos e discriminações de que sempre foram vítimas as pessoas que residem nas favelas. As UPPs são o resultado de um acordo entre o Estado e os traficantes. Em sociedade alguma pode haver o reconhecimento do Estado da existência de um poder paralelo. Isto é admitir a própria fragilidade de suas instituições e a incompetência para lidar com a situação. A própria denominação “pacificadora” não é correta. Pacificar é restabelecer a paz. Como restabelecer uma coisa que jamais houve? Historicamente os moradores de favelas são violados e violentados pelos criminosos e pelo Estado. A função precípua da polícia é a prevenção e a repressão, mais aquela do que esta. Porém, sem recursos bem direcionados, policiais bem preparados e treinados, serviço de inteligência eficiente, salários dignos, condições de trabalho favoráveis ao desempenho de suas funções, etc. jamais haverá prevenção, somente uma repressão indiscriminada e selvagem. Os casos de corrupção e abuso de poder foram se multiplicando com a instalação das UPPs. A partir do desaparecimento do pedreiro Amarildo e o empenho da cúpula da segurança pública em responsabilizar os traficantes foi a gota da d’água para que o acordo fosse rompido. O governador constatou sua impotência, incompetência e fragilidade para reverter a situação na qual ele próprio contribuíra para estabelecer-se. Solicitou a presença das Forças Armadas. Acontece que o Exército brasileiro, a Marinha e a Aeronáutica não estão treinados ou equipados nem para desempenhar suas funções constitucionais de defender as fronteiras terrestres, marítimas e aéreas e muito menos para combater a criminalidade interna. Em 1887/1888 o Exército se recusou a desempenhar a função de capitão do mato para perseguir escravos fujões. No entanto, hoje aceita sem qualquer protesto transformar-se em capitão do asfalto. Segundo afirmam a permanência das tropas será por tempo indeterminado. Não é preciso ser um gênio para saber que permanecendo um longo período exercendo o inglório papel de capitão do asfalto as Forças Armadas correm o risco de serem corrompidas, desmoralizarem-se e perderem o respeito que grande parte da população ainda lhes credita.  Os traficantes jamais saíram de seus domínios, com ou sem UPPs, simplesmente mantinham seus “negócios” discretos, sem ostentarem sua força e controle territorial. Mas acordo é acordo. Uma vez quebrado acharam-se no direito de comercializar seu “produto” à luz do dia e sem qualquer constrangimento, declarar guerra às quadrilhas concorrentes e incorporarem os territórios dos vencidos ao seu império de drogas e violências, enfrentar a medíocre polícia estadual com seu pesado arsenal bélico, intimidar e violentar não só os moradores de suas “comunidades”, mas também aonde bem quisessem, etc.

 

E o título deste texto é evocado mais uma vez. A escravatura, sob qualquer forma, aspecto ou justificativa, é repulsiva, ignóbil e deve ser repudiada. A abolição da escravidão no Brasil em 1888, além dos interesses políticos e econômicos que prevaleciam (a escravidão inviabilizava o avanço do capitalismo no Brasil), esteve longe dos princípios humanitários, cristãos e de justiça. A liberdade concedida pela regente imperial não foi ampla para, aproximadamente, um milhão de escravos (a população brasileira na época era de pouco mais de nove milhões). Concedeu-lhes a liberdade e negaram-lhes a dignidade. A abolição manteve os libertos em posição subalterna na sociedade. Os ex-escravos não tiveram qualquer tipo de apoio do Estado, da Igreja e da sociedade. Estavam desamparados e segregados à mercê da própria sorte. Discriminados e sofrendo todo tipo de descriminações e preconceitos perambulavam pelas ruas desocupados, com empregos temporários e mendigando. Como era de se esperar com um ambiente deste a violência prosperou. A Proclamação (o mais apropriado é golpe) da República não trouxe a mais tênue esperança para os libertos. Ao contrário, manteve a característica oligárquica do Império e a estrutura elitista e excludente. A partir de 1890 o governo republicano concentra-se em reprimir os negros quando deveria buscar políticas inclusivas. Joaquim Nabuco apresentou um projeto abolicionista em fins de 1880 (bem antes da Lei Áurea) que demonstrava preocupação em integrar os negros libertos e que foi rejeitado pela Câmara dos Deputados. No Art. 49 lê-se, textualmente: “Serão estabelecidas nas cidades e vilas aulas primárias para os escravos. Os senhores de fazendas e engenhos são obrigados a mandar ensinar a ler, escrever, e os princípios de moralidade aos escravos”. Negou-se a educação, a participação política e, consequentemente, ascensão social e econômica. Em meados da década de 1980 os movimentos sociais se organizaram para combater a discriminação, o preconceito e a falta de oportunidades para os negros. Certamente obtiveram muitos sucessos, alguns discutíveis como as “cotas”, a criação da Secretaria de Igualdade Racial, etc. O Estado brasileiro insiste em tratá-los como ineptos. Porém, apesar de todo empenho e determinação, a sociedade brasileira persiste em discriminá-los de forma explícita ou implícita. Remover a discriminação e o preconceito vão exigir bem mais do que leis. Estes comportamentos estão muito arraigados na sociedade. Caso comecemos hoje um trabalho de reeducação da sociedade talvez daqui a cinquenta ou cem anos possamos estar colhendo alguns resultados positivos. Deve-se ter sempre em mente que tanto na origem como no crescimento das favelas não temos somente a presença dos negros, mas de todo o cidadão brasileiro espoliado e desemparado pelo Estado seja qual for a sua epiderme.

 

A primeira favela que surgiu no Brasil foi a do morro da Providência, Rio de Janeiro, ocupado por soldados da Guerra dos Canudos (1896-1897) que, segundo promessa do governo, teriam uma casa própria como prêmio por haverem lutado. Como o governo não possuía verbas para cumprir com sua palavra autorizou que construíssem barracos de madeira no local. No mesmo ano também surgiu a favela do morro de Santo Antonio (morro destruído em 1960 para a construção do Aterro do Flamengo). Com o processo de industrialização iniciado na década de 1930 com Getúlio Vargas (1882-1954), a política desenvolvimentista de Juscelino Kubitscheck (1902-1976) e o “Milagre Brasileiro” durante o regime militar a migração do campo para as cidades em busca de empregos, melhores salários e condições de vida alcançaram patamares expressivos. Hoje mais da metade da população vivem nas áreas urbanas. No entanto, as cidades não estavam preparadas para receber um contingente desta magnitude, o mercado de trabalho incapaz de absorver toda esta gente, em sua maioria sem qualificação profissional. As favelas e as periferias foram crescendo desordenadamente sob o olhar complacente e cúmplice das autoridades. Apenas em 1927 o governo parece ter tomado ciência da ocupação desordenada do solo, mesmo assim por questões urbanísticas e estéticas com o Plano Agache (Alfred Agache, 1875-1959) a integração social e a qualidade de vida de seus moradores não foram contempladas. Em 1937, foi proibida a construção de novas favelas ou mesmo a melhoria das que já existiam. A lei vigorou até a década de 1970. Inúmeras favelas foram removidas neste período. No ano de 1948 realizou-se o primeiro Censo nas favelas cariocas e a prefeitura do Rio de Janeiro expressa seu preconceito a cerca das pessoas que moravam nas favelas em documento oficial afirmando que: “os pretos e pardos prevaleciam nas favelas por serem hereditariamente atrasados, desprovidos de ambição e mal ajustados às exigências sociais modernas”. É um paradoxo. É repulsivo. Num país completamente miscigenado o Estado admite oficialmente que negros e pardos são incapazes intelectualmente evocando sua constituição genética, indolentes e desajustados. Entre os anos de 1968 e 1975 cerca de 180 mil pessoas foram removidas para 35 mil unidades habitacionais. Registre-se que muitas favelas foram incendiadas e alguns de seus líderes “desapareceram”. A construção de conjuntos habitacionais com o intuito de removerem-se as favelas mostrou-se ineficaz, desumano e cruel. Os conjuntos eram construídos nas periferias sem um mínimo de infraestrutura capaz de dar conta das necessidades básicas de seus moradores (transportes, postos de saúde, creches, escolas, saneamento básico eficiente, abastecimento de água, etc.). Na realidade o governo apenas estava transferindo a favela e todos os seus problemas de lugar. A remoção de favelas é mais uma questão política e econômica que nada tem a ver com integração social, melhoria da qualidade de vida, valores cristãos, etc. Na década de 1960 a remoção das favelas da Catacumba, Praia do Pinto, Macedo Sobrinho e Ilha das Dragas aconteceram para satisfazer a especulação imobiliária, posto encontrar-se em locais supervalorizados. Em 1993 a prefeitura do Rio de Janeiro implementou o projeto Favela-Bairro cujo objetivo era integrar as favelas aos bairros construindo vias de acesso, promovendo obras de saneamento básico, etc. No entanto, o sucesso deste projeto não inibiu o surgimento de outras favelas. Ficou-se com a percepção de que tudo não passara de uma maquiagem. Onde o Estado não está presente outras forças se apresentam e ocupam o espaço através da intimidação e violência. De acordo com o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) a população residente em favelas no país aproxima-se de 12 milhões de pessoas. Registro aqui que o governo se refere as favelas como “aglomerados subnormais” numa demonstração inequívoca de preconceito e discriminação. Os brasileiros residentes em favelas são discriminados até no emprego do termo para designá-los. Sofrem todo tipo de perseguição, são violados em seus direitos civis e violentados pelos bandidos e pelo Estado. Há que se reconhecer que houve muitos avanços e ganhos com a constituição de movimentos e ONGs para combater a discriminação, o preconceito, a omissão e o descaso do Estado, porém, infelizmente, ainda insuficientes para atender as necessidades dos moradores das favelas. Os traficantes, ao desafiar o Estado, sabem perfeitamente que estão diante de um adversário fraco, corrompido e desmantelado.

 

Solução sempre há. Neste caso em longo prazo e com vultosos recursos, vontade política, crescimento econômico, revolução na educação, maior distribuição de renda, estruturação do Estado brasileiro sobre outras bases políticas, sociais e econômicas, etc. Para a esquerda empoleirada no poder, corrupta, incompetente, omissa, arrogante e perdulária não só os moradores de favelas como também todos os desassistidos e desamparados pelo Estado são apenas massa de manobra. E elite brasileira (ignorante, preguiçosa e gananciosa) é manipulada, conivente e aliada da esquerda. O movimento esquerdista com sua estratégia de ocupação de espaços desde a década de 1950 vem contribuindo magnificamente para que tenhamos chegado a esta situação de miséria moral, intelectual, política, social, econômica, etc. Quando uma sociedade não tem critérios próprios ou valores presentes (Forças Armadas, polícia, juiz, padre, professor, etc.) e abstratos (Deus, os dez mandamentos, ensinamentos cristãos, etc.) eles vão sendo substituídos por outros estrategicamente planejados para serem assimilados. Esta confusão mental na qual a esquerda meteu a sociedade brasileira produz estes resultados. O tráfico de drogas foi elevado à categoria de atividade econômica altamente rentável que atrai “investidores” de vários segmentos da sociedade, muitos ocupando cargos públicos civis e militares. Lamentavelmente nosso país caminha célere para a derrocada. Derrocada moral e econômica. Não há um único projeto ou uma única proposta respaldada por um estudo sério e com um diagnóstico preciso para começarmos a tentar reverter este caos. Vivemos uma guerra civil não declarada, mas que produz tantos mortos quanto qualquer outra declarada e reconhecida como tal. Por enquanto esta situação está favorecendo a esquerda porque justifica o uso da força e a adoção de legislações cada vez mais restritivas e que valem não apenas para os traficantes, bandidos e desordeiros e sim para toda a sociedade, ricos e pobres. Isso reforça o poder de coerção do Estado e amplia o raio de atuação da estratégia esquerdista de dominação.

 

Tão logo o projeto de poder esquerdista esteja consumado o destino de todos os indesejáveis pela esquerda estará irremediavelmente selado, ou seja, sua aniquilação total. Neste extermínio moral e físico que a esquerda promoverá está incluso movimentos sociais, sindicatos, entidades representativas da sociedade civil, Forças Armadas, Polícia Federal, Polícias Militar e Civil, Ministério Público, STF, magistrados, professores, empreiteiros, banqueiros, latifundiários, etc. A esquerda hoje é uma força política praticamente hegemônica. Ao longo dos anos vêm sendo aprovadas leis, decretos, estatutos, portarias, normas, etc. que, de uma maneira ou de outra, possam enquadrar todo e qualquer cidadão brasileiro em um de seus artigos. Nos dias atuais ninguém neste país pode dizer com segurança que vive em perfeita consonância com a lei.  Depois do controle político inevitavelmente virá o controle econômico. Mas isso não quer dizer que o capitalismo será sepultado. Apenas estará à serviço dos interesses da esquerda. O socialismo jamais poderá sobreviver sem o capitalismo. Os esquerdistas sabem disso perfeitamente. Tai a China que não me deixa mentir. Nada acontece por acaso. Tudo está conectado a tudo. O Rio de Janeiro vivencia um confronto entre os traficantes e as polícias civil e militar e até o Exército onde os mais atingidos são os moradores das favelas. Tudo é planejado, articulado, coordenado e executado para atender as estratégias da esquerda. O governo se mostra indignado com o desafio dos bandidos e se apresenta para combatê-los com todo aparato que possui justificando a sua truculência e a adoção de medidas mais drásticas em nome da “pacificação”. Pacificação que jamais existiu. Ao fim e ao cabo o máximo que o governo irá conseguir é um acordo com os traficantes do tipo feito para a implantação das UPPs: eu finjo que policio e vocês fingem que não traficam e todos ficam felizes. Isto é tão óbvio quanto a água dos oceanos serem salgadas. O argumento do governo de por ordem na casa tem por objetivo exatamente o contrário. Quanto mais desordem e confusão mais se fortalecem. Mas o inverso também vale. Ao apaziguar os ânimos, celebrar um acordo de trégua com os traficantes proclamará sua eficiência, sua competência e seu zelo pelo bem-estar das pessoas. Para a esquerda não há resultados onde não possam tirar vantagens. Basta você estudar um pouco o movimento esquerdista revolucionário no mundo e terá os instrumentos para decodificar e conectar tudo nesta porcaria que está acontecendo no país há algumas décadas. Como o brasileiro tem preguiça de estudar e muito mais de raciocinar e possui uma casta de intelectuais semianalfabetos e uma elite ignorante e gananciosa vai sendo manipulado, extorquido, violentado e massacrado. Quando a árvore não produz bons frutos o mais adequado a se fazer é deitá-la ao chão, adubar a terra e plantar uma outra árvore.

 

CELSO BOTELHO

26.03.2014

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AS MÃOS SUJAS DE LULA, DILMA & QUADRILHEIROS ASSOCIADOS  escrito em segunda 24 março 2014 18:16

Blog de cayman :CAYMAN NEWS, AS MÃOS SUJAS DE LULA, DILMA & QUADRILHEIROS ASSOCIADOS

Houve quem torcesse o nariz porque no artigo anterior chamei os esquerdistas de vigaristas, vagabundos, velhacos e patifes. Pois bem, então vou desagradá-los um pouco mais. À lista de atributos acima acrescento ladrões, assassinos, saqueadores, canalhas, estelionatários, trapaceiros, ordinários, etc. Porém, todos estes atributos devem estar acompanhados daquelas palavras impublicáveis, por respeito aos leitores, posto que estes rebotalhos humanos as mereçam em letras garrafais quando escritas e em alto e bom som quando ditas. Mais um detalhe: não estou participando de nenhum concurso de popularidade e jamais estive envolvido com qualquer conspiração ou roubalheira nem da direita nem da esquerda, portanto, desagradar a esquerda (a direita nem existe. Tem um aqui outro acolá, mas é só) não altera meu apetite nem me faz perder o sono. A negociata da compra da refinaria de Pasadena no Texas demonstra de forma irretocável e irrefutável que todos os dirigentes, membros, associados, apadrinhados e simpatizantes da esquerda, liderada pelo Partido dos Trabalhadores comandado pelo Foro de São Paulo e este pelo movimento internacional da esquerda revolucionária, são portadores dos atributos acima mencionados e seus respectivos acompanhamentos. Mesmo porque esta é a única linguagem que compreendem: o insulto e o escárnio. Este último os atinge bem mais do que os insultos.

 

Não há dúvida que a negociata na compra da refinaria, obsoleta tecnologicamente, foi mais uma operação lesa-pátria do governo petista e, como sempre, engordou a conta bancária de muitos de seus membros e associados. Os responsáveis pelo prejuízo de cerca de US$ 1 bilhão e 200 milhões ou mais, são figuras cujo passado e presente não os recomendaria nem para gerir uma carrocinha de cachorro quente no interior do Acre, com todo respeito aos meus irmãozinhos acreanos que estão sofrendo terrivelmente devido às inundações e o clássico abandono a que são submetidos pelo governo federal, seja a porcaria que for (PT, PSDB, PMDB e outras quadrilhas). A safadeza começou em 2005 no governo (?) do Lula. O presidente da Petrobrás e o Conselho de Administração sequer se deram ao trabalho de saber por que a empresa belga adquiriu a refinaria por US$ 42,5 milhões e um ano depois a revendeu para a Petrobrás por US$ 360 milhões (US$ 190 milhões pelos 50% da Pasadena Refining System, Inc. US$ 170 milhões pelo estoque de petróleo de propriedade da empresa belga). Pouco depois a estatal brasileira entrou em litígio com a empresa belga na Justiça dos EUA, mas foi derrotada em 2012 tendo de pagar mais US$ 639 milhões à sócia pela compra da outra metade da refinaria. Havia uma clausula no contrato que a Petrobrás (put option) era obrigada a comprar o restante das ações. Com juros e honorários e outras despesas a estatal brasileira desembolsou US$ 820,5 milhões. Na época o presidente da estatal era José Sérgio Gabrielli (PT) e presidente do Conselho de Administração Dilma Rousseff (Colina, VAR-Palmares, PDT e PT) que acumulava  a chefia da Casa Civil possuíam poderes para interferir e não concretizar este assalto. Decidiram se omitir (digo omitir por pura condescendência) tornando-se cúmplices da operação lesa-pátria, isso na mais branda das hipóteses. D. Dilma confessou publicamente que leu e se omitiu confessando ao jornal Estado de São Paulo “Apoiei a compra, porque recebi informações incompletas junto com um parecer técnica e juridicamente falho” (o parecer “falho” e “incompleto” foi de Nestor Cerveró, à época diretor internacional da Petrobrás e atualmente diretor financeiro da BR Distribuidora). Com seiscentos diabos que raio de executiva é essa? Que “gerentona” é essa? Depois disso o Acre não merece tamanho castigo. O mais acertado seria enviá-la ao deserto Atacama (Chile) para plantarem arroz. Segundo os entendidos não chove por lá a mais de vinte e três milhões de anos. Então dona Dilma tem por hábito apoiar qualquer parecer que lhe apresente sem maiores e menores delongas? Que tal este parecer: renuncie à presidência da República e tente de novo o ramo de vendas de quinquilharias importadas do Panamá. Sendo assim não seria impossível que dona Dilma aprovasse a construção de milhares de unidades do Programa Minha Casa, Minha Vida no planeta Marte. Um negócio desta magnitude e não cercar-se dos mais comezinhos princípios administrativos é de uma incompetência cavalar (com todo respeito ao equino). O mais grave é que, segundo consta, tinha plena consciência de que o parecer era fajuto e o negócio um cambalacho. A justificativa “da presidento” também poderia ter sido aplicada para não realizar o negócio. Dona Dilma deveria ser impedida de ocupar qualquer cargo público, principalmente o que ocupa e pretende ocupar nos próximos quatro anos. Neste imbróglio todo não há inocente. Todos os envolvidos (lula, Dilma, Palocci, Mantega, Gabrielli, Graça Foster e outras tralhas) são responsáveis, coniventes e comparsas. O empresário Jorge Gerdau, ainda conselheiro da Petrobrás, assegura que tão logo este negócio surgiu todo o Conselho foi contra, mas dona Dilma Rousseff, como presidente do Conselho e a toda poderosa ministra da Casa Civil, levou adiante a patifaria. Gerdau afirma e reafirma “estou à disposição para dar provas de que o Conselho da Petrobras não queria comprar a refinaria inútil e cara”. Gerdau é conselheiro pessoal de Dilma Rousseff e é chamado ao Palácio do Planalto com frequência. Mesmo sem pasta participou do governo Lula e participa do governo Dilma. No entanto, este mesmo Gerdau divulgou uma nota retirando preventivamente o seu da reta onde declara, textualmente: "ao aprovar em 2006 a operação de compra e 50% de participação na refinaria Pasadena não tinha conhecimento, como os demais conselheiros, das cláusulas Put Option e Marlim do contrato". A Clausula Merlim seria suficiente para que o negócio não fosse concretizado caso estivéssemos falando de pessoas honestas. Era a cereja do bolo para a Astra Oil. A Refinaria de Pasadena teria que garantir 6,9% de rentabilidade mínima a um dos sócios, independentemente dos resultados. Quanta inocência deste megaempresário! E quanta maldade dos demais em omitir-lhe detalhes tão significativos!

 

Mas destruir a Petrobrás faz parte da estratégia esquerdista. Aliás, destruir, desmantelar, corroer, contaminar e aparelhar o Estado, provocar o caos social, confundir a sociedade e inverter valores são premissas irrevogáveis do movimento esquerdista, o que sempre muda são as estratégias para se atingir estes objetivos. O comunismo não tem pátria, apenas se serve do país onde se instala para alimentá-lo. Para a esquerda tanto faz se a Petrobrás ou qualquer outra empresa estatal prospere ou se inviabilize. Estão preparados para as duas situações e tirarão proveito em ambos os casos. Porque dona Dilma Rousseff detectou falha e incompletude no parecer e prosseguiu com a negociata? Como presidente do Conselho simplesmente poderia acabar com a festa antes mesmo que começasse. Caso fosse pressionada e ainda assim desaprovasse a negociata poderia vir a público e denunciado a sacanagem. Mas desde quando comunista tem caráter? Honestidade, honradez, ética, moral são motivos de chacotas entre os comunistas. Estava cumprindo “ordens superiores”. Lula e Dilma, como os demais esquerdistas, são meros instrumentos do movimento esquerdista e podem ser substituídos a qualquer momento quando não mais forem úteis. Sempre foi assim em todo o mundo.

 

Nesta semana foi preso o ex-diretor de Abastecimento e Refino da Petrobrás Paulo Roberto Costa, envolvido na negociação de Pasadena. A Operação Lava-jato da Polícia Federal descobriu que Costa ganhou um Land Rover de presente do doleiro Alberto Yousseff. Na sua residência, foram encontrados R$ 700 mil e US$ 200 mil em espécie. Costa também é o feliz proprietário de uma “consultoria” e foi apanhado destruindo documentos. Este “cidadão” e Nestor Cerveró chefiaram a “equipe” (leia-se: os gatunos) para a compra da refinaria em Pasadena.  A CPI da Petrobrás está na fila e não há qualquer previsão de concretizar-se. Mesmo instalada não produzirá efeito algum. Não é de hoje que a Petrobrás está infestada de ladrões, trambiqueiros e velhacos. O caso da Refinaria de Abreu Lima em Pernambuco numa “sociedade” com a Venezuela que nunca se concretizou já drenou dos cofres públicos cerca de US$ 18 bilhões. A “caixa preta” da petrolífera brasileira talvez seja aberta alguns dias após o Juízo Final.  Por falar nisso, José Serra, O Papinha de Alface Light, declarou que tal CPI não era necessária, o Ministério Público daria conta das investigações “satisfatoriamente”. O ex-integrante da organização terrorista AP (Ação Popular), ex-governador e obcecado em ser derrotado para a presidência da República, afirma que CPI é muita “complicada”. O Ministério Público não é invulnerável e não está a salvo das manobras petistas, porém ainda conta em seus quadros servidores públicos com ótima reputação o que é muito perigoso para Lula, Dilma & Quadrilheiros Associados.  A CPI garante muito mais a impunidade de criminosos, notadamente aqueles de bom porte político e econômico. De qualquer maneira uma CPI da Petrobrás irá garantir belos passeios ao exterior por parlamentares, seus familiares, assessores e agregados. O vice-presidente Michel Temer, O Cocheiro de Vampiro, já declarou publicamente que é contra a instalação de uma CPI da Petrobrás. Também defende que o caso seja investigado pela Polícia Federal e Ministério Público, mas somente “os fatos que acharem importantes”, tipo assim: o litro de água sanitária que o zelador desviou ou uma caixa de clips que o office-boy colocou no bolso. Qualquer investigação superficial revelará o que todos já sabem: a quadrilha petista está envolvida em mais uma roubalheira, e das grandes! Para não dizer que tudo está perdido a boa notícia é que os investidores lesados pelos (des) governos Lula-Dilma estão preparando uma ação individualizada na justiça dos Estados Unidos (Nova Iorque) contra os diretores e conselheiros da empresa que avalizaram a negociata que gerou um prejuízo de mais de US$ 1 bilhão e, historicamente, a justiça norte-americana não costuma ser tão “compreensiva” com os corruptos como a brasileira. Uma ação desta natureza alcança dona Dilma Rousseff, Lula, Gabrielli, Cerveró e outros trastes. No Brasil investigam a roubalheira a Polícia Federal, o Ministério Público, o Tribunal de Contas da União e o Congresso Nacional e todos eles até o momento “suspeitam” da ocorrência de superfaturamento e evasão de divisas. Uma rapinagem desta envergadura só produziu “suspeitas”? Trocando em miúdos: estão investigando para não investigar coisa alguma. Se as “investigações” produzirem qualquer resultado será semelhante ao do escândalo do Mensalão: uma patacoada.

 

CELSO BOTELHO

24.03.2014

 

 

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HAJA ROSÁRIO PARA MARIA REZAR!  escrito em quarta 19 março 2014 15:44

Blog de cayman :CAYMAN NEWS, HAJA ROSÁRIO PARA MARIA REZAR!

 

Só existe uma maneira de se fazer compreender por esses vigaristas, vagabundos, velhacos e patifes da esquerda: usar todos os palavrões possíveis e imagináveis. E ainda assim estaríamos a anos-luz de uma pálida sombra do que são. Esta estrovenga chamada Comissão Nacional da Verdade é mais um instrumento esquerdista para assassinar reputações e robustecer o discurso que vêm fazendo há décadas de que lutaram contra o regime militar a favor da democracia. São mesmo uns pulhas. Não havia uma única organização naquele período que defendesse a democracia. Todos aqueles safados desejavam substituir a ditadura militar por uma ditadura nos moldes soviéticos, chinês ou cubano. Quando esta porcaria foi criada “a presidento”, ou outro ordinário qualquer a constituiu com membros comprometidos com a estratégia esquerdista. Nunca existiu nenhum interesse em realizar qualquer investigação histórica. E isto está explícito desde o momento que se auto excluíram das investigações. O estudo histórico, seus mentecaptos, jamais estará completo. Novas pistas, novas fontes e outras interpretações são constantes. Contemplar apenas um dos lados envolvidos e proclamar que estão resgatando a História só poderia sair mesmo da cabeça destes energúmenos da esquerda. No entanto, tem muita gente do ramo aplaudindo este circo. Como já disse anteriormente, das duas uma: ou são uns tolos e idiotas por vocação e devoção ou estão sendo pagos para sê-lo. Mas isso não é problema meu. Cada um crê no que quer. Até na não participação do ex-presidente Lula no Mensalão.

 

 A ministra Maria do Rosário, da Secretaria dos Direitos Humanos da Presidência da República (uma ex-vereadora do PC do B. Ocupar tal cargo é um paradoxo. Onde já se viu comunista prezar direitos humanos?), baseada na apuração da Comissão Nacional da Verdade sobre o desaparecimento do deputado Rubens Paiva declarou dos pícaros de sua sapiência Neandertal: “todos aqueles, militares ou civis, que participaram daquela época de torturas em nome do Estado, façam um acerto de contas com a consciência, que devem ter”. Observem que a dita cuja enquadra os militares e civis que torturam em nome do Estado, mas não faz qualquer menção aos “justiciamentos” que aquelas organizações terroristas praticaram. E, se é para questionar a existência de consciência, pergunto: e D. Dilma Rousseff, José Dirceu, José Genoíno, Franklin Martins, Fernando Gabeira, etc. (só para mencionar os que ainda não foram se acertar com o proprietário do inferno) têm consciência? Ou será que não foram responsáveis pela tortura, morte e desaparecimento de ninguém? Somente o fato do sujeito(a) aderir e militar no comunismo automaticamente tornar-se cúmplice moral de todas as brutalidades e assassinatos que cometeram por todo o planeta. Se havia psicopatas no regime militar sua presença também se fazia entre os terroristas comunistas stalinistas, leninistas, maoístas e castristas. Para não dizer que a ministra só falou bobagens disse a “encantadora” criatura “o Brasil não aceita mais que os torturadores de ontem ou de hoje permaneçam impunes diante de seus crimes”. Correto. Desde que os esquerdistas não sejam excluídos. Fala a ministra como se o partido ao qual pertence fosse um relicário de virtudes. Deixa-me ensinar uma coisa para esta senhora: corrupção, desvio, desperdício e malversação dos recursos públicos são meios que acabam por torturar e matar o cidadão. O cidadão pobre. Este cidadão é que não aceita mais os mandos e desmandos do Partido dos Trabalhadores comandado pelo Foro de São Paulo. A sociedade não aceita são ministérios e secretarias como a vossa que são completamente inúteis. E, só para lembrar, o assassinato do prefeito Celso Daniel ainda não foi esclarecido. Por que ministra? Ah...

 

Para arrematar a ministra (sic) da Secretaria de Direitos Humanos (sic, sic) apontou a Lei da Anistia (Lei 6.683/79) como um empecilho para punir os casos ocorridos durante o regime militar e que a Comissão Nacional da Verdade e o Ministério Público estão aptos a removê-lo. Prega então que o Congresso Nacional revogue a Lei da Anistia. Acontece que se isto acontecer doutora em ciências políticas, não só os militares e civis que respondiam pelo Estado estarão ao alcance da lei, mas toda a esquerda também, inclusive sua “Chefa” Dilma Rousseff. Esta aula ela deve ter faltado na universidade. Maria do Rosário concluiu: “para esses que tiveram uma falsa ideia de que estariam sob o manto de uma mentira ou da impunidade terem seus nomes conhecidos pelas atuais gerações e terem vergonha de serem apontados como torturadores”. “Esses”, minha cara, estão presentes em ambos os lados. Ou a senhora desconhece os “justiciamentos”, a tortura e morte de supostos delatores de pontos e aparelhos, pessoas que se recusavam a colaborar ou dar guarita a terroristas, as bombas que as organizações terroristas explodiam matando e mutilando pessoas, vigilantes de banco mortos ou feridos nos assaltos que chamavam “carinhosamente” de expropriação, etc. Ora, é o roto falando do esfarrapado.  Todos os torturadores e assassinos de ambos os lados cobriram-se com o manto da mentira e da impunidade. A Lei da Anistia foi criada, minha “douta” compatriota, exatamente para isso. Foi o salvo-conduto para todos os criminosos. Vocês, esquerdistas, não venceram o regime militar. O regime militar foi vencido por ele próprio ao não estudar, informar-se, analisar, debater, compreender e sustar a estratégia esquerdista de ocupação de espaços. Entre tantos outros motivos. É preciso que se venha a público para desmascarar esta gente. Desnudá-las. Uma gente sem o mínimo de senso moral deseja arvorar-se como guardiões dos direitos humanos é um acinte. Vocês fizeram valer os direitos humanos na antiga União Soviética, China, Cuba, Tchecoslováquia, Hungria, Polônia, etc. O sangue de mais de cem milhões de pessoas mortas por vocês é a tinta onde se escreve a história da esquerda.

 

Haja Rosário para a Maria rezar. Mas só se pode compreender o Rosário se nos fizermos pequenos, pois foi a estes que Deus se revelou. Mas como comunista é soberbo e ateu a reza não surtirá efeito algum.

 

CELSO BOTELHO

19.03.2014

 

FOTO: Dilma Rousseff, a ex-terrorista de meia pataca furada e eu ídolo Fidel Castro, O Genocida Caribenho.

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